11 de dez de 2011

Piada de como um advogado terminaria um namoro



Prezada Srta. Fulana Etecetra de tals.


Diante aos acontecimentos de nosso relacionamento, venho por meio desta carta registrada em cartório no dia **/**/**  exponho as qualidades do homem que sou, apesar da Senhorita não me deixar demonstrar, uma vez que não me foi permitido devido sua arrogância e teimosia.


Então formalmente venho aqui com estes termos destinadas à sua pessoa, no que segue:


a) Da inicial má-fé de vossa senhoria:

1. Considerando que nos conhecemos na balada e que nem precisei perguntar seu nome direito, para logo chegar te beijando.

1.2. Considerando seu olhar de tarada enquanto dançava na pista esperando eu me aproximar.

1.3. Considerando que com os beijos nervosos que trocamos naquela noite, A Vossa Senhorita induziu-me a crer que logo estaríamos explorando nossos corpos, em incessante e incansável atividade sexual, passei então a lhe procurar mais.



b) Dos prejuízos experimentados:


2. Considerando que fomos ao cinema e fui eu quem paguei as entradas, sem falar no jantar após o filme.

2.2. Considerando que já levei Vossa Senhoria em boates das mais badaladas e caras, sendo certo que fui eu, de igual sorte, quem bancou os gastos.

2.3. Considerando que até à praia já fomos juntos, sem que Vossa Senhoria gastasse um centavo sequer, eis que todos os gastos eram por mim experimentados, e que Vossa Senhoria não quis nem colocar biquíni, alegando que estava ventando muito.




c) Das razões de ser do presente:


3. Considerando ainda que até a presente data, após o longínquo prazo de duas semanas, Vossa Senhoria não me deixou tocar nem sequer na sua panturrilha.


3.1. Considerando que Vossa Senhoria ainda não me deixa encostar em partes do  seu corpo e também clamo que tocar em sua cintura é uma alegaçãozinha barata de que sente você sente cócegas.



d) Decido sobre nosso relacionamento o seguinte:


4.1. Vá até a mulher de vida virada que também é sua progenitora, pois eu não sou mais um ser humano do sexo masculino que usa calças curtas e a atividade sexual não é para mim só um lazer, mas sim uma necessidade premente.


4.2. Não me venha com "colóquios flácidos para acalentar bovinos" de que pensava que eu era diferente.


4.3. Saiba que vou te processar por me iludir aparentando ser a mulher dos meus sonhos, e, na verdade, só me fez perder tempo, dinheiro e jogar elogios fora, além de me abalar emocionalmente.




Sinceramente, sem mais para o momento, fique com o meu cordial 
"vá tomar no meio do seu orifício rugoso localizado 
na região infero-lombar de sua anatomia" 
que esse relacionamento já inflou o volume da minha bolsa escrotal!



Dou assim por encerrado o nosso relacionamento, nada mais sub-existindo entre nós, salvo o dever de indenização pelos prejuízos causados.


Sem mais delongas para o momento.


Dr. Fulano de tal
"Advogado" OAB/SP




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