30 de jan de 2014

10 Coisas que voce precisa saber sobre a Glândula Adrenal



Uma enquete realizada no site da SBEM mostrou o que a maioria das pessoas não sabem o que significa a palavra Adrenal.
De acordo com os dados pesquisados,
17% das pessoas nunca ouviram falar em Adrenal.
8% acreditam que se trata de um hormônio
5% acham que isso é um medicamento
E apenas 0,5% relacionaram ela como uma doença e 69% disseram uma glândula.




1 – As glândulas supra-renais ou adrenal, como também são chamadas, são glândulas pequenas, componentes do sistema endócrino. Elas estão localizadas acima de cada rim.


2 – Cada uma delas possui mais ou menos 5 cm. Sendo divididas em duas partes principais: a camada externa, conhecida como córtex, e uma parte central, chamada de medula. 


3 – A Adrenal é responsável por sintetizar hormônios importantes no processo metabólico do organismo, como a aldosterona, cortisol, a adrenalina e a noradrenalina, e também alguns hormônios sexuais.


4 – A adrenalina e a noradrenalina são hormônios importantes na ativação dos mecanismos de defesa do organismo, diante de condições de emergência, tais como emoções fortes, estresse, choque, entre outros. Eles preparam o organismo para a fugir ou lutar.
A adrenalina aumenta o ritmo cardíaco, a pressão sanguínea em resposta ao estresse, medo ou ansiedade. O fluxo sanguíneo vai para os músculos deixando eles mais rígidos na necessidade se a pessoa precisar correr. A pele fica pálida, as pupilas se dilatam para que a retina absorva mais luz e o fígado libera glicose no sangue diminuindo a fome. Estas alterações preparam o corpo para ação imediata para encarar algo perigoso.


5 – A adrenalina ainda pode ser utilizada como medicamento, no tratamento em estados de choques hipotensivos, em alguns tratamentos para alergia e na condição de asma grave. Também é utilizada para diminuir a absorção dos anestésicos locais, aumentando assim seu efeito e usada também para reduzir sangramentos, especialmente em cirurgias.


6 – Os vários hormônios produzidos pelo córtex da adrenal são as corticosteronas que controlam o metabolismo do sódio,do potássio e o aproveitamento dos açúcares, lipídios, sais e águas, ingeridos.


7 – Entre as doenças associadas a distúrbios na produção de hormônios na glândula adrenal estão a Doença de Addison, a Síndrome de Cushing e o Feocromocitoma.
O Câncer adrenal é raro o tipo mais comum é o carcinoma adrenocortical (originado na camada cortical). O câncer da camada mais interna na medula é chamado de Feocromocitoma. Ambos podem ser benignos ou malignos, mas a maioria dos casos cerca de uns 80% são benignos.


8 – A Doença de Addison, também conhecida como insuficiência adrenal crônica ou hipocortisolismo, é uma rara doença endocrinológica.
Ela progride lentamente e os sintomas podem ser discretos ou ausentes até que ocorra uma situação de stress.
Os sintomas mais comuns são: fadiga crônica com piora progressiva, fraqueza muscular, perda de apetite, perda de peso, náusea e vômitos, diarréia, hipotensão ortástica (isso é aquela queda de pressão quando voce se levanta rápido demais) manchas na pele, irritabilidade, depressão, vontade de ingerir sal e alimentos salgados e hipoglicemia (mais severa em crianças).


9 – A Síndrome de Cushing é uma desordem endócrina causada por níveis elevados de cortisol no sangue. Os principais sintomas são o aumento de peso, com a gordura se depositando no abdomen, tronco e no pescoço. Os braços e as pernas ficam mais finos pela  diminuição da musculatura e, consequentemente, fraqueza muscular, que se manifesta principalmente quando o paciente caminha ou sobe escadas. A pele vai se tornando fina e frágil, fazendo com que surjam hematomas sem o paciente notar que bateu ou contundiu o local. Sintomas gerais como fraqueza, cansaço fácil, nervosismo, insônia e labilidade emocional também podem ocorrer.

Foto Síndrome de Cushing






10 – Feocromocitomas são tumores, geralmente benignos, de células cromafins, formados pelas catecolaminas que são células produtoras de substâncias adrenégicas, noradrenalina, adrenalina e dopamina.
Costumam se localizar nas glândulas adrenais ou suprarenais, mas podem ter outras localizações. Esse tipo de tumor raramente responde à quimioterapia ou radioterapia, necessitando de intervenção cirúrgica. Eles podem ser "silenciosos", mas podem ter os mais variados graus de sintomas, sendo os mais intensos as nomeadas crises adrenérgicas que geram ansiedade, ataques de pânico, arritmias, dores de cabeça e episódios de insônia. Alguns pacientes portadores dessa doença tem áreas de hiperpigmentação (pele escurecida) pequenas manchas conhecidas conhecidas como melasma, tem leve dificuldade para urinar, e na maioria dos casos os pacientes com feocromocitoma sofrem com grandes elevações de pressão arterial e sudorese.


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